Pavers

Ao pavimentar um local com paver (conhecido também como bloquete), é necessário saber bem suas características. Nós, da Sahara Tecnologia, fizemos um tutorial para você não ter dúvidas sobre todos os procedimentos e especificações para utilização de pavers.

Sua principal característica é ser facilmente assentado. Em uma área devidamente confinada, é necessário apenas uma camada de areia como base para o início da pavimentação. Esse é o conceito básico do intertravamento – transmissão de parte de peso de uma peça para outra, por causa do atrito lateral entre elas.

É muito utilizado na pavimentação de calçadas, pátios, estacionamentos, áreas externas de condomínios e vias com tráfico de veículo, devido ao apego ecológico, pois como é assentado diretamente na areia, evita-se que a água da chuva corra para bueiros e córregos, evitando alagamentos, já que a areia absorve boa parte da água. Também é utilizado na praticidade na reparação, pois os blocos podem ser retirados para consertos de tubulações e realocados novamente, sem ser necessário quebrar a calçada, por exemplo.

Pavers intertravados são peças pré moldadas com tamanhos e formas variantes, adequadas para a área selecionada para pavimentação. Sua coloração, além do cinza – cor natural do cimento, é vermelho, cinza-escuro, terracota (marrom), camurça e amarelo.

A comercialização de pavers é feita por metro quadrado (m²) e estocados em paletes de madeira ou cintados. Com grande variedade de formas, cores e módulos, suas espessuras variam entre 6 e 10 cm, dependendo da aplicação. Suas características e resistência variam de acordo com o tráfego que a pavimentação receberá.

Se a área pavimentada for para tráfego de pedestres, ciclovias, ou ruas internas de condomínios, o ideal é que o bloquete tenha 40 mm de comprimento e 35 MPa de resistência. Em vias com trânsito intenso, com veículos pesados como caminhões e ônibus, é necessário que o bloquete tenha resistência de 50 MPa. É necessário que o bloco tenha entre 35 e 50 MPa. Se a peça tiver resistência inferior, não atende à norma regulamentadora.

As peças são produzidas para ter resistência igual ou maior que a estrutura dos edifícios. Quando o arquiteto ou engenheiro projeta o piso, ele determina qual tamanho e espessura das camadas de sub-base e subleito justamente para os blocos aguentarem a pressão que receberá e não afundar ou quebrar.

Devem ser executadas contenções laterais nos pavimentos, evitando o deslizamento dos blocos. Ao efetuar a limpeza, é essencial ter cuidado ao utilizar máquinas de hidrojateamento, pois, se o jato for muito forte nas juntas dos blocos, a areia que serve como rejunte pode ser retirada, soltando as peças. Seu reparo também é facilitado, pois as peças podem ser retiradas e repostas sem quebra-quebra.

Normas Técnicas

NBR 15.115:2004 - Agregados Reciclados de Resíduos Sólidos da Construção Civil - Execução de Camadas de Pavimentação – Procedimentos.

NBR 12.752:1992 - Execução de Reforço do Subleito de uma Via – Procedimento.

NBR 11.798:2012 - Materiais para Base de Solo-Cimento – Requisitos.

NBR 11.803:2013 - Materiais para Base ou Sub-Base de Brita Graduada Tratada com Cimento – Requisitos.

NBR 11.806:1991 - Materiais para Sub- Base ou Base de Brita Graduada – Especificação.

NBR 11.804:1991 - Materiais para Sub- Base ou Base de Pavimentos Estabilizados Granulometricamente – Especificação.

NBR 15.953:2011 - Pavimento Intertravado com Peças de Concreto – Execução.

NBR 9.781:2013 - Peças de Concreto para Pavimentação - Especificação e Métodos de Ensaio.

NBR 12.307:1991 - Regularização do Subleito – Procedimento.

Atenção

- Busque sempre fornecedores com certificação e que atendam às normas técnicas da ABNT.

- Caso o fornecedor ainda não possua certificação, realize diversos ensaios para testar a resistência e a qualidade do material

- Negocie com o fornecedor a entrega do material em paletes plastificados, pois isso agiliza a descarga e evita choques mecânicos, evitando quebras de peças.

- Armazene as peças em local plano, seco e próximo ao local que será pavimentado.

- É importante conciliar o ritmo de recebimento das peças com a velocidade do assentamento, evitando que as peças fiquem paletizadas por muito tempo.

Antes de assentar as peças, verifique se as mesmas atingiram, no mínimo, 80% da resistência especificada. Embora o tempo de referência seja de 28 dias, geralmente as peças são entregues quatro ou cinco dias após serem produzidas.

Ao executar o assentamento, atente-se às recomendações do projeto e à NBR 15953.

Benefícios ao utilizar Pavimentação

Simplicidade

Não é necessária mão de obra qualificada, máquinas ou ferramentas diferenciadas, já que basta uma camada de areia para os blocos serem assentados.

Resistência

: As peças são resistentes a qualquer tipo de tráfego. Sua resistência é medida em MPa (Mega Pascal). A peça dever ter entre 35 e 50 MPa.

Durabilidade

Os bloquetes têm grande durabilidade. Caso não ocorra anormalidades, sua estrutura permanece inalterada por anos.

Utilização Imediata

Após o assentamento do piso, o tráfego pode ser liberado instantaneamente, não sendo necessária esperar para secagem, cura do material ou qualquer tipo de acabamento.

Facilidade de execução

O assentamento das peças pode ser feito por mão de obra não qualificada, podendo valorizar assim, moradores da região, gerando oportunidade de emprego.

Homogeneidade

O modelo construtivo garante a homogeneidade de cor, tamanho e textura da pavimentação intertravada.

Estética

Com suas variadas formas, a pavimentação intertravada pode criar diversas composições e formas personalizadas, trazendo rara beleza ao calçamento. Podem ser utilizados para ornamentação e sinalização em diversos tipos de obras.

Conforto Térmico

Por ter tons mais claros do que outros tipos de calçamento (asfalto, por exemplo), não absorve tanto calor em sua superfície, melhorando a sensação térmica e diminuindo a formação de ilhas de calor nos grandes centros urbanos, sendo assim ecologicamente correta sua aplicação.

Economia de Energia Elétrica

Também por sua tonalidade mais clara e pelo seu acabamento fino, as peças refletem cerca de 30% a mais que outros tipos de pavimentos, gerando uma economia de até 60% na iluminação pública.

Segurança

Por ser antiderrapante, não são escorregadios, mesmo com chuva. Com isso, aumenta a segurança dos pedestres e motoristas, evitando escorregões e derrapagens, principalmente em aclives e curvas.

Não Impermeabiliza o Solo

Por serem assentados com areia, permitem a passagem da água da chuva, evitando acúmulo de água no solo, evitando enchentes.

Reutilização do Produto

Após ser assentados, podem ser retirados e 100% reaproveitados em outros locais.

Facilidade de Manutenção

Caso aconteça quebras ou afundamento, podem ser facilmente retirados e substituídos, sem precisar quebrar o local. Também facilita o conserto de canalizações subterrâneas e correção de leitos.

Aplicação do Piso Intertravado

PASSO A PASSO

1º Passo - Nivele a base:

Regularize e compacte o solo. Faça o nivelamento inicial com bica corrida na área que será pavimentada. Com uma enxada, espalhe bem, para que nenhuma área fique desnivelada.

2º Passo - Pegue a referência:

Meça e tire os pontos de referência conforme os caimentos necessários. O próprio bloco pode servir de ponto. Faça isso em toda a área que será pavimentada.

3º Passo - Instale as guias:

Em seguida, instale as guias de concreto para confinamento do pavimento intertravado.

4º Passo - Espalhe o pedrisco

Para receber as peças, é necessário que a base seja preparada com pedrisco limpo. Espalhe o pedrisco com uma enxada, sem cobrir ou danificar os pontos de referência. De acordo com os pontos posicionados inicialmente, faça o sarrafeamento do pedrisco com uma régua.

5º Passo - Coloque a areia (ou o pó de pedra):

Para tráfego leve, se coloca após a compactação do solo, dispensando a brita ou o pedrisco. Deixe uma camada de 3 a 5 cm.

6º Passo - Coloque as peças:

Com a base totalmente nivelada, organize as peças no chão. Inicie pelo bloqueio, que pode ser uma guia ou um muro, onde o bloco possa ser contido. Utilize uma linha de pedreiro para manter o nivelamento e siga com o encaixe dos blocos.

7º Passo - Faça os arremates:

Quando a execução chegar no outro canto, será preciso fazer os arremates. Para isso, marque, com um lápis, o tamanho necessário do bloco.

8º Passo - Faça o encaixe:

Com uma guilhotina de pressão, corte o piso com cuidado para dar o encaixe a peça.

9º Passo – Verifique o nível:

Sempre verifique o nivelamento. Caso necessário, ajuste as peças com um martelo de borracha.

10º Passo - Rejunte:

Após finalizar os arremates, faça o rejuntamento com areia média lavada. Não use cimento. Jogue a areia sobre o pavimento e com uma vassoura, espalhe-a por toda a área, para preencher os espaços entre os blocos.

11º Passo - Compacte:

Utilize um rolo compactador para travar o piso. Passe por toda a área pavimentada em movimentos de vai e vem.

12º Passo - Está pronto!

Após travar o piso, retire o excesso do material com uma vassoura. A execução está finalizada e a área pavimentada pode receber o tráfego.

DESENHO E TIPOS DE PAGINAÇÃO
  • Paver Empilhado Paver Espinha de Peixe Paver Estilo Caixa Paver 10x20 Aplicado em Fileira Dupla Paver 3 pontas Paver Raquete Paver Raquete Colorido Paver Raquete Colorido Paver 16 Faces Intertravados Paver Tripla
  • Há diversas formas de se assentar os blocos. Com isso, há uma grande liberdade de estilo de pavimentação – também chamado de pavimentação. Entre eles, estão a junta corrida, em dama ou junta amarrada. Se no local houver tráfego de veículos, é necessário assentar no estilo espinha de peixe à 45° ou 90° em relação ao sentido do trânsito.

    Paver 10x20 (Tijolinho)

    Um dos bloquetes mais tradicionais e utilizados é o retangular, popularmente chamado de tijolinho. Na execução de 1 m², é utilizado 50 peças desse tipo. Há também o bloco de 16 faces, onde são necessárias apenas 40 peças na execução de 1 m², gerando economia.
    Este tipo de bloco é versátil e geralmente é executado em três estilos diferentes: amarração, dama e espinha de peixe. É extremamente importante seguir o projeto de pavimentação, onde é definido a espessura das camadas de base e a espessura das peças a serem assentadas. É necessário também que o projeto e a instalação sigam o que determina a NBR 15953, que frisa as normas sobre a verificação, compactação e espessura da base; a execução e espessura da camada de assentamento e do material utilizado; o alinhamento correto no início do assentamento e a execução das contenções internas e externas, que garantirá que as peças sejam intertravadas.
  • Paver 10x20 Sem Amarração Paver Trama Paver 10x20 Aplicado em Fileira

Paver Drenante

O paver drenante é uma ótima opção que atende às leis municipais, que atualmente estão se preocupando com a impermeabilização do pavimento de suas áreas urbanas, por conta de inundações e irregularidade nas calçadas. O assunto gera dúvidas entre a população por conta da diversidade de tipos que existem e também sobre a sua aplicação, que pode perder as suas características, caso não seja colocado da maneira correta.

Sendo o tipo mais popular dos pavimentos permeáveis, o paver drenante, possui um baixo custo em relação aos outros tipos de pavers, tornando ainda mais viável a sua utilização nas áreas urbanas. Ele é considerado permeável, pois sua estrutura permite que a água escoa pelos espaços deixados entre o material, que é composto por concreto comum.

Piso Tátil de Alerta (ABNT NBR 9050/2004)

A instalação do piso tátil de alerta deve ser realizada de maneira perpendicular ao sentido do deslocamento, em cor e textura que contrastem com o restante do piso adjacente. É utilizado na indicação de:

- Rebaixamento de calçadas;

- Obstáculos sobre o pavimento, como postes, por exemplo;
• Porta de elevadores;
• Desníveis no solo, como vãos, plataformas de embarque/desembarque e palcos;
• No início, intervalo e término de escadas e rampas.

Piso Tátil de Alerta (inclinação à 45°)

O piso tátil de alerta é mais funcional quanto é disposto à 45°, pois os cones em linha reta podem confundir os usuários com o piso guia com fileiras, que são dispostos desta maneira.

Piso Tátil Direcional (ABNT NBR 9050/2004)

A instalação do piso tátil direcional deve ser realizada no sentido de deslocamento das pessoas, em cor e textura contrastante ao restante do piso, indicando o caminho a ser percorrido. Características:

- Ter textura diferente do piso comum com seção trapezoidal;
- Deve ser instalado no sentido do deslocamento das pessoas;
- Ter largura entre 20 e 60 cm;
- Seu cromo deve ser diferenciado.

O piso guia deve ser instalado em espaços amplos, como em calçadões, por exemplo, evitando que a pessoa se perca. Também deve ser instalado onde as guias de balizamento não sejam contínuas (deficientes visuais também se guiam batendo a bengala em paredes). As cores dos pisos geralmente são vermelhos, amarelos ou azuis, para que pessoas com baixa visão possam perceber o contraste com o solo. Também devem ser antiderrapantes.

O ideal é que o piso tátil seja aplicado próximo ao meio da calçada, onde há mais segurança e livre de obstáculos. Em calçadas pequenas, o piso deve ser instalado à 40 cm da guia. Em calçadas maiores, a distância pode variar entre 60 e 80 cm.

PISOGRAMA

Para Pisograma é aplicado o mesmo processo para tráfego leve, com os complementos de terra, grama e peças especiais colocadas nos trechos de percurso de pedestres ou veículos.

Conheça abaixo alguns modelos de pisograma

Galeria de Vídeos
  • Vídeo Explicativo sobre Pavers - ABCP

  • Máquina SP "Super Pneumática" - Grupo Aguilar

  • Concreto Permeável

Galeria de Fotos de Obras
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